Estou perto do sol e longe da vida
E assim, distante de mim...
Vou, por onde poucos se arriscam,
Trilho suave como se nada existisse.
Tudo me julga e todos se perdem.
Vão! Caminhem bonecos pelos seus dias, e se percam pelas horas
Esvaziem-se pelos poros e enlouqueçam em suas razões
Nada mais me interessa,
Suas vidas murcharam e a minha entrou em primavera.
Zé da Maré
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